Poema de um náufrago à beira do entendimento

O mar repousa em meus braços, querida!
O mar das coisas que fizemos,
das coisas claras que tantas vezes fomos
e por tão pouco,
das coisas intocáveis,
das coisas líquidas e fatigadas,
e que, no entanto, vivem
no mar que eu e tu fizemos
dos escombros da minha e da tua
memória naufragada.

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