Li apenas duas vezes a obra de Cesário Verde. Dele me ficaram dois versos, duas suaves assombrações que, de longe em longe, atravessam, por um momento, minha memória distraída:“os querubins do lar flutuam nas varandas...”“enleva-me a quimera azul de transmigrar...”Dois versos, direis que é pouco para uma obra inteira, de toda uma vida! Há poetas que se contentam com um busto em praça pública.
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