— O mais triste do vento do deserto é que é um vento analfabeto — dizia um vento da cidade a uma tabuleta oscilante.— Não — rinchava a tabuleta —, o mais triste do vento do deserto é que ele não tem recordações.— Sempre sentimental, essa velha pintada... — pensou consigo o vento da cidade, passando adiante.O vento da cidade era um pedante.O lampião da esquina não dizia nada: ardia de febre.
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