Escritas

Água-Memória

Maria Alberta Menéres
Que súbita alegria me tortura
alegria tão bela e estranha
tão inquieta
tão densa de pressentimentos?
Que vento nos meus nervos
que temporal lá fora
que alegria tão pura, quase medo ao silêncio?

Pára a chuva nas árvores
pára a chuva nos gestos,
interiores contornos
divisíveis distâncias
ultrapassáveis gritos
que alegria no inverno,
que montanha esperada ou inesperado canto?

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Comentários (1)

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lu Brito
lu Brito
2017-02-16

sempre que leio uma poesia, algo fica suspenso em mim, sem palavras, fica mais o forte o sentido do sentir.