Dizemos “amante” e não vemos mais a altura do pát — Karl Kraus
Dizemos “amante” e não vemos mais a altura do páthos de que essa palavra desceu até as planícies da ironia — muito abaixo da respeitada condição intermédia das mulheres que não amam. Quer o espírito da língua que a amante seja uma decaída. Mas se mulheres que amam fossem chamadas de “elevadas”, a nossa cultura logo também envolveria essa palavra com os tentáculos do escárnio.
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