Escritas

Avise aos amigos

Flavio Lichtenstein
Tanto quão tanto que não me sustento
Santo tão santo que atrevo o zombar
Saiba tão tanto que em si é tão pouco
A vida me trouxe e já quero voltar

Risco e arrisco, decolo a nave
Fico e agito, e não posso parar
Se há ventos sou vela, se há praias sou mar
Nave que é nave só quer velejar

Ouso e não ouço, estou rouco em silêncio
Ouço tão pouco e não quero falar
Ouço a tão poucos e mais quero ouvi-los
Poucos são muitos, são de emocionar

Flerto os segundos e me perco nas horas
O instante é tudo, solene inspirar
Vou lépido, vai vida, vou só, vou embora
Pois vale o risco, destino arriscar

De longe vai vela
Vou nela, vou forte
Riscando horizontes
Despertar, despertar ...

Flavio 14/12/2018
275 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment