O Silêncio
Eugénio de Andrade
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas
Comentários (4)
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Maria
2021-08-18
maravilhoso
ania
2013-01-08
Belíssimo..toca a alma!
-
2011-10-24
um poema muito bom de um bom poeta
Rosa F.
2011-03-13
Há ternura no ofício do silêncio.
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