Escritas

Mediadora do Mutismo

António Ramos Rosa Ano: 5775
Onde não começa o sopro
no côncavo da língua muda,
o peso da sombra entre ruínas,
falha que nunca coincide.

Silêncio do incontível, como
recusar a veemência
desta cegueira? Antes da fuga
das formas, no sem fundo

inabitável. Artérias vivas,
estrelas, relâmpagos,
jorrarão da obscuridade vermelha?
E as palavras serão o espaço

do grito,
o espaço de nada, o espaço
do espaço,
a obscura dor da terra?
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Comentários (1)

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Maria Belterão
Maria Belterão
2012-02-26

Boas! Será que me podiam identificar a análise formal e a linguagem usade ( rima , estrofe, silaba,recursos estilisticos)  i tambem  o tema , o objeto e  o que se trata no poema