Escritas

Poema para um Domingo

Gláucia Lemos
Um roupão amarelo, um abajur
um anjo de bronze sustentando a luz.
Um livro aberto e um blues.

A noite de um domingo.
E o show da solidão se repetindo.

Um cobertor de madras escocesas
uma lembrança de um beijo nos lábios
e uma certeza.

Este sempre espetáculo domingueiro
com luzes de néon ferindo o vidro
caindo no travesseiro.

Ao som do vento as esquadrias gemem.
Quando acontoecerá a última cena?

...Se os ponteiros não param essa ciranda.

(07.06.96)

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