Ano: 20620
Alguém que nunca conheci me cumprimenta na esperança de que após tanto tempo eu já tenha esquecido que nunca o conheci e retribua o cumprimento do novo conhecido como se ele fosse um conhecido antigo. Na verdade, não sei exatamente quem eu conheço; sei exatamente, porém, quem eu não conheço. Não há possibilidade de erro. No entanto, se isso alguma vez acontecesse, o cumprimento me lembraria a tempo de que não conheço o sujeito, e então me lembraria dele até o fim de meus dias. Quem foi que você acabou de — pergunta um velho conhecido. Você não o conhece? Esse é aquele que acreditou que eu tinha esquecido que não o conheço!