Ano: 20620
Há dois tipos de apreciadores da arte. Uns elogiam o que é bom porque é bom e criticam o que é ruim porque é ruim. Outros criticam o que é bom porque é bom e elogiam o que é ruim porque é ruim. A distinção entre esses tipos é simples pelo fato de o primeiro deles não existir. As coisas seriam fáceis de entender se não houvesse ainda uma terceira categoria. Ela é formada por aqueles que elogiam o que é bom apesar de ser bom e criticam o que é ruim embora seja ruim. É a essa espécie perigosa que se deve toda a confusão nos assuntos artísticos. Seu instinto lhes diz que devem alvejar o que é errado, mas por precaução eles alvejam o que é certo. Eles possuem razões que se encontram fora da sensibilidade artística. O artista poderia viver sem o esnobismo que o exalta. Dificilmente, sem a estupidez que o degrada.
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