Ano: 20620
Os neurologistas que patologizam o gênio merecem que lhes partamos o crânio com suas Obras Completas. Não devemos agir diferente com os defensores da humanidade que deploram a vivissecção em cobaias e permitem a utilização de obras de arte para fins experimentais. Sempre que consigamos agarrá-los, chutemos a cara de todos que se dispõem a provar que a imortalidade deve ser atribuída à paranoia, de todos os ajudantes racionalistas da humanidade normal que a tranquilizam por não ter inclinações para obras do engenho e da imaginação. Shakespeare louco? Então a humanidade se ajoelha e, com medo de sua saúde, implora ao Criador por mais loucura!