Ano: 20620
Quando um sacerdote declara repentinamente que não acredita no paraíso e que jamais desmentirá essa declaração, a imprensa liberal, cujos redatores, como se sabe, também não se deixam privar de suas crenças a preço nenhum, se entusiasma. No entanto, um editor papal não divinizaria imediatamente um funcionário que tivesse a ideia de confessar diante dos leitores que acredita no paraíso? Eis a visão mais repulsiva que a modernidade oferece: um sacerdote possuído pela razão cercado por vira-latas da imprensa a latir e para os quais ele joga a costela de Adão.
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