Ano: 20620
Considero a política uma maneira pelo menos tão excelente de liquidar a seriedade da vida quanto o jogo de baralho, e visto que há homens que vivem de jogar baralho, o político profissional é um fenômeno perfeitamente compreensível. Tanto mais que ele sempre ganha às custas daqueles que não tomam parte no jogo. Mas está correto que o palpiteiro político pague as contas, já que a observação paciente constitui o conteúdo de sua vida. Se não houvesse política, o cidadão teria apenas a sua vida interior, ou seja, nada que pudesse ocupá-lo.
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