Meu Poema de Chuva

Ildásio Tavares
Ildásio Tavares
1 min min de leitura
Meu poema não visita a antologia
Dos momentos que a chuva salpicou
Nem se curva ao tip-top na janela
Onde sem mais querer
A chuva semissente se instalou, —
Ele se esgueira, calmo e contemplado,
Até a intimidade sem recursos da gota mais minúscula,
E em uniliquescência permanece;
E assim, as palavras feitas chuva
Se escorrem lá pra baixo da ladeira e
São sorvidas sem serem pressentidas
Pela terra,
Pelo lago,
Ou pelas tradicionais bocas de lobo.

843 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.