UMA TERRA COMO ESSA
Daniel Francoy
Não chamo deserto uma terra como essa.
Sob o sol que brilha como calcário
não vislumbro os ferozes e magros
homens cobertos de negro, abutres
que caminham e não encontro
as serpentes e os escorpiões
e tampouco a noite reverbera
o enluarado uivo dos chacais
ou o riso das hienas à espreita.
Por isso me pergunto onde estou
quando me encontro sob a canícula, sem
que o meu corpo projete sombra,
a garganta incendiada, o rosto fustigado
por uma das muitas tempestades de areia
que se erguem do ventre da terra
ou quando observo com que velocidade
desaparecem os sinais dos meus passos.
Sob o sol que brilha como calcário
não vislumbro os ferozes e magros
homens cobertos de negro, abutres
que caminham e não encontro
as serpentes e os escorpiões
e tampouco a noite reverbera
o enluarado uivo dos chacais
ou o riso das hienas à espreita.
Por isso me pergunto onde estou
quando me encontro sob a canícula, sem
que o meu corpo projete sombra,
a garganta incendiada, o rosto fustigado
por uma das muitas tempestades de areia
que se erguem do ventre da terra
ou quando observo com que velocidade
desaparecem os sinais dos meus passos.
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