A flauta
(para a Alice)
Nós temos o mesmo nome –
teu subterrâneo assusta, contiguidade movediça
de espelhos.
A noite exterior aos nomes
– inessencial.
Mesmo esta matilha encastelada
de astros atropela-se.
Nós temos o mesmo nome
e o amor é apenas sintagma marítimo, avulta
na mancha gráfica, na onda.
Nós temos o mesmo nome, em caso de incêndio
– friccionar até a limalha.
Nós temos o mesmo nome –
teu subterrâneo assusta, contiguidade movediça
de espelhos.
A noite exterior aos nomes
– inessencial.
Mesmo esta matilha encastelada
de astros atropela-se.
Nós temos o mesmo nome
e o amor é apenas sintagma marítimo, avulta
na mancha gráfica, na onda.
Nós temos o mesmo nome, em caso de incêndio
– friccionar até a limalha.
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Alice Vieira
2025-10-02
Esse poema não é dessa Alice Vieira escritora portuguesa. É de uma outra autora, também chamada Alice Vieira, brasileira e baiana. É possível encontrar esse poema no livro "Taxidermias", de 2020, publicado por Alice Vieira (brasileira) na Editora Urutau. Verifiquem aqui: https://editoraurutau.com/titulo/taxidermias
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