Sempre acontece sempre

Sempre acontece sempre
em repetição nada serena
faço e desfaço um pouco
em lixo e roteiro o poema

que te envio. A ti primeiro.
Depois aquele parte
que não digo por pudor.
Isto é arte, apenas arte

apenas ódio, ou amor?
Já não distingo – ao que se chega!
um verso maior de um menor

alguns perfeitos. Que pena!
diz-me a voz interior
rasgo-os, levo-os à cena?
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