Escritas

Silêncio!...

Florbela Espanca Ano: 1905
No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...

Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!

Estou junto de ti e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se poisou e se perdeu!

Trago-te como um filho nos meus braços!
E na tua casa... Escuta!... Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor!... Abre! Sou eu!...
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Comentários (3)

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Manuel
Manuel
2022-06-19

Não é bem assim. Procura ler mais, aqui tem muito escritor bom.....também.!<br /><br /><br />

patricia moreira
patricia moreira
2020-06-11

gostei muito

patricia
patricia
2020-06-11

gostei