Escritas

Um nome à minha sombra

Samarone Lima de Oliveira
Eu poderia jogar as mãos no mar
E endurecer porque há o infinito
E me completa.

E poderia recolher
O que disseram ser meu
E baixar os olhos em súplica
Como uma intenção desabitada.

Nada disso me levaria
A pontos extremos
(E sinto a respiração
Dos mesmos pássaros que sonhei).

Acedo. Aquieto.
A imensa ternura, engolfada pelas ondas
Murmura qualquer coisa indecifrável
Que julgava minha.

Elaboro a espera.
Mancho de branco o que restou
(As espumas diriam)
E sei que há um nome à minha sombra.

É quando o mar percebe a súplica.
E tudo devolve.
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