Escritas

Resiliente

Samarone Lima de Oliveira
Resiliente.
Assim me chamou nas dobras
A antiga amiga.

No corpo que torceu e retorceu
Ao seu centro noturno
E desigual.

M espantalho sem biografia
Aguando as quimeras de si.

A ruminação como defesa
Ou como certeza.

As brasas que ardem
No tempo da espera.

O quase dono de si.

O vaqueiro cego
Buscando um cão
Brincando com os espinhos.

Capaz de um destino lógico
De amarrar narcisos
Aos vasos inconclusos
Do jardim devastado.

De cerzir o passado
Sem álbuns, sem a matéria dos homens.

Como quem escreve segredos
Com aspas imaginárias.
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