Escritas

Espaço inaugural

Mário Chamie
O espaço que se mede
e que se perde
não é o tempo perdido
da memória.

Esquece.
O tempo que se perde
é o mesmo que fenece
a cada hora.

Na hora do homem
em casa.
Na hora do homem
na rua.
Na hora do espanto
desse homem
sem tempo
no espaço de cada canto.

Mas o cansaço do tempo
que se perde
não impede o espaço
que se inaugura.

O espaço do homem
na praça.
O espaço do homem
em luta
com a fúria de outro tempo
sua surda fúria muda.
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