Os Porquês do Amor

Céu, porque tão convulso  e consternado
Me bate, ao Vê-la, o coração no peito?
Porque pasma entre os beiços congelado,
Indo a falar-lhe, o tímido conceito?

Porque nas áureas ondas engolfado
Da caudalosa trança, inda que afeito,
Me naufraga o juízo embelezado,
E em ternura suavíssima desfeito?

Porque a luz dos seus olhos, tão activa,
Por lânguida inda mais encantadora,
Me cega, e por a ver, ansioso, clamo?

Porque da mão nevada  sai tão viva
Chama, que me electriza e me devora?
Os mesmos meus porquês me dizem: - Amo!
627 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.