Talvez saiba
Marina Colasanti
•
Ano: 20437
Meu braço é uma extensão imensa
longa colina plana
que o cotovelo rompe
e que o pulso ameaça.
E nessa geografia pulsante
floresta dos meus finos pelos
um inseto desbrava
o áspero chão.
Menos que um ponto
malvisível
sinto o peso nenhum das patas filiformes
pousando em alternância
sobre a pele.
O inseto vai
e talvez saiba aonde
a cabeça examina um lado e outro
os olhos indistintos deste nada
caçam atentos.
Tudo é perigo no seu curto tempo
e no peito
se é peito que se chama
o escuro mais escuro desse corpo
um coração bombeia
em puro medo.
longa colina plana
que o cotovelo rompe
e que o pulso ameaça.
E nessa geografia pulsante
floresta dos meus finos pelos
um inseto desbrava
o áspero chão.
Menos que um ponto
malvisível
sinto o peso nenhum das patas filiformes
pousando em alternância
sobre a pele.
O inseto vai
e talvez saiba aonde
a cabeça examina um lado e outro
os olhos indistintos deste nada
caçam atentos.
Tudo é perigo no seu curto tempo
e no peito
se é peito que se chama
o escuro mais escuro desse corpo
um coração bombeia
em puro medo.
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