Ramo

Pablo Neruda
Pablo Neruda
1 min min de leitura 1973 O mar e os sinos
Um ramo de acácia, de mimosa,
fragrante sol do entorpecido inverno,
comprei na feira de Valparaiso
e segui com acácia e com aroma
até Ilha Negra.

Cruzamos a neve,
campos descarnados, espinheiras duras,
terras frias do Chile:
(sob o céu amorado
a estrada morta).

O mundo seria amargo
na viagem invernal, no sem-fim,
no desabitado crepúsculo,
senão me acompanhasse cada vez,
cada sempre,
a singeleza central
de um ramo amarelo.
859 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.