Escritas

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Pablo Neruda Ano: 1646
Para meu coração basta teu peito,
para a tua liberdade, minhas asas.
Da minha boca chegará até o céu
o que estava adormecido em tua alma.

Está em ti a ilusão de cada dia.
Chegas como o orvalho sobre as corolas.
Cavava o horizonte a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.

Eu disse que cantavas com o vento
como cantam os pinheiros e os mastros.
E como eles és alta e taciturna.
E entristeces de rojo, como as viagens.

Anfitriã como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu despertei e ora emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.
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