Escritas

Silêncio

Donizete Galvão
De pedra ser.

Da pedra ter

o duro desejo de durar.

Passem as legiões

com seus ossos expostos.

Chorem os velhos

com casacos de naftalina.

A nave branca chega ao porto

e tinge de vinho o azul do mar.

O maciço de rocha,

de costas para a cidade

sete vezes destruída,

celebra o silêncio.

A pedra cala

o que nela dói.

1 157 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment