Barro Direis Que Sou

José Saramago
José Saramago
1 min min de leitura 1966 Os poemas possíveis
Barro direis que sou, se tudo ao homem
Outras feições imprime quando o tempo
Se demora na face que retoca.
Mas, no barro resiste o gume frio
Onde sangra, desforra de mortal,
O polegar de Deus que me sufoca.
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