Não Das Águas do Mar

Ano: 3643
Não das águas do mar, mas destas outras,
Dos lentos remoinhos, onde as folhas
Desprendidas e mortas se balouçam;
Do irisado gás gorgolejante,
Que o respirar do lodo vai soltando,
É que a vida dos homens se formou
De sombra e de mistério amalgamada.

Na vastidão do mar nasceram deuses:
Somos frutos da lama, a água turvada.
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