Tudo É Nu E As Estátuas Ressuscitam

Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
1 min min de leitura 1950 Coral
Silêncio na manhã sem tempo.
Extinção das vozes que se cruzam
E se perdem na agonia como o vento.

Estátuas lisas, puras, cegas,
Estátuas de gestos imprevisíveis
No ar sem movimento.
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