Torso
Sophia de Mello Breyner Andresen
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Ano: 1783
Torcendo o torso virava o volante da escavadora
Ao cair da tarde num Setembro do século XX
Na estrada que vai de Patras para Atenas
Combatia no poente sua beleza helenística
As massas musculares inchadas pelo esforço
Construíam o tumulto de clarão e sombra
Que dobra os corpos dos deuses já perdidos
Dos frisos de Pérgamo
Pois também no poente onde eu habito
Os deuses são vencidos
Ao cair da tarde num Setembro do século XX
Na estrada que vai de Patras para Atenas
Combatia no poente sua beleza helenística
As massas musculares inchadas pelo esforço
Construíam o tumulto de clarão e sombra
Que dobra os corpos dos deuses já perdidos
Dos frisos de Pérgamo
Pois também no poente onde eu habito
Os deuses são vencidos
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