I. o Escultor E a Tarde

Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
1 min min de leitura 1961 O Cristo cigano
No meio da tarde
Um homem caminha:
Tudo em suas mãos
Se multiplica e brilha.
O tempo onde ele mora
É completo e denso
Semelhante ao fruto
Interiormente aceso.
No meio da tarde
O escultor caminha:
Por trás de uma porta
Que se abre sozinha
O destino espera.
E depois a porta
Se fecha gemendo
Sobre a Primavera.
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