As Estátuas

Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
1 min min de leitura 1954 No tempo dividido
Para as estátuas puras e concretas
Existe o movimento da manhã.

Tomam a luz nos dedos oferecidos
E o arco do céu saúda a sua face.

A claridade veste os seus vestidos
E nenhum gesto nelas é perdido.

As madrugadas escorrem dos seus ombros
E o vento poisa as tardes nos seus braços.
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