Escritas

Vida Depois da Vida

Carlos Drummond de Andrade Ano: 291
A morte não
existe para os mortos.

Os mortos não
têm medo da morte desabrochada

Os mortos
conquistam a vida, não
a lendária, mas
a propriamente dita
a que perdemos
ao nascer.

A sem nome
sem limite
sem rumo
(todos os rumos, simultâneos,
lhe servem)
completo estar-vivo no sem-fim
de possíveis
acoplados.

A morte sabe disto
e cala.

Só a morte é que sabe.
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