Escritas

Tenho Saudades de Uma Dama

Carlos Drummond de Andrade Ano: 299
Tenho saudades de uma dama
como jamais houve na cama
outra igual, e mais terna amante.

Não era sequer provocante.
Provocada, como reagia!
São palavras só: quente, fria.

No banheiro nos enroscávamos.
Eram flamas no preto favo,
um guaiar, um matar-morrer.

Tenho saudades de uma dama
que me passeava na medula
e atomizava os pés da cama.
1 163 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment