Escritas

Episódio

Carlos Drummond de Andrade Ano: 335
Manha cedo passa
à minha porta um boi.
De onde vem êle
se não há fazendas?

Vem cheirando o tempo
entre noite e rosa.
Pára à minha porta
sua lenta máquina.

Alheio à polícia
anterior ao tráfego
ó boi, me conquistas
para outro, teu reino.

Seguro teus chifres:
eis-me transportado
sonho e compromisso
ao País Profundo.
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