Escritas

A Personagem

António Ramos Rosa Ano: 5781
Lisa e ainda ausente, ignorante
no exílio de não ser mais que um projecto
nulo, completa já e suscitada,
avança no átrio em movimentos verdes.

É já a forma de um fluxo, sangue e vento.
Insegura e ágil e todavia fácil
ninguém a espera porque sempre principia
rasga uma avenida, maravilhosamente frágil.

Vê-la é ondular na pupila de um barco.
Ela própria se anula em branca concavidade.
Quem a contempla dança um sono solar.
Sobre a primeira página do sol escrevo o seu nome.
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