O Vento
António Ramos Rosa
•
Ano: 5781
O ar que se levanta com olhos móveis
quer às vezes ser árvore ou um sol muito escuro.
Vem do fundo onde tudo se cala sobre uma pedra branca.
Busca o odor das ilhas, busca a garganta perfeita
ou uma coluna de pombas. Às vezes nada está vivo
e o vento levanta-se com as suas artérias ligeiras.
E o mar ascende mudo até à boca do vento.
Nos meandros claros aviva-se a visão de uma paisagem
em movimento como um grande pássaro transparente.
Porosa e frágil é a mão que sublinha a caligrafia do vento.
quer às vezes ser árvore ou um sol muito escuro.
Vem do fundo onde tudo se cala sobre uma pedra branca.
Busca o odor das ilhas, busca a garganta perfeita
ou uma coluna de pombas. Às vezes nada está vivo
e o vento levanta-se com as suas artérias ligeiras.
E o mar ascende mudo até à boca do vento.
Nos meandros claros aviva-se a visão de uma paisagem
em movimento como um grande pássaro transparente.
Porosa e frágil é a mão que sublinha a caligrafia do vento.
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