Escritas

Palavras

António Ramos Rosa Ano: 5781
São apenas palavras que procuram
a sombra da língua, o seu pudor
de arbusto, as suas pétalas perdidas.
São palavras que se erguem para o início

onde o anel se abre, onde o jardim
que foi sonhado alvorece junto ao rosto.

São palavras que se dilaceram como vestes
e a noite se entreabre e a matéria
acende-se quando o tempo recomeça.

A espuma amadurece a luz, e as palavras
dizem sombra na sombra e o sono do caminho.
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