Escritas

Maravilha Breve

António Ramos Rosa Ano: 5778
Exala um odor a ervas e a lâmpadas.
Sabe à luz e ao voo de uma nuvem cintilante.
Por ela vemos um mundo de água clara
e a melancolia de uma memória amante.
Com ela o instante é a maravilha breve

em que a nudez sorri. Simplicidade completa
e a frescura frágil. O movimento doce
com que se inclina é onde o azul começa.
Ela estremece como uma lâmpada entre as folhas.
As suas mãos irradiam sombras ou carícias.

Que sabor a folhas do mar, que sabor a brisa
quando flutuando os nomes inebria
e os levanta e limpa com a sombra
através do silêncio do deserto
na claridade de um puro nascimento.
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