Escritas

Na Esfera do Repouso

António Ramos Rosa Ano: 5778
Abre-se o ventre ubiquamente no repouso
que o arqueia e estende ao horizonte.
Como regressa ao seio, como descansa
erguendo a torre branca no lugar do abismo!
Como uma só concha com os redondos membros

abre todo o espaço de velas harmoniosas.
Sossegado navio entre ramos e sombras.
Revolução lenta e clara entre colinas.
Move-se o fundo num vagar de anoitecer.
Alguém dorme na imóvel residência?

Na esfera em que repousa o pensamento é água
e feliz na luz que passa com o vento.
Nela se habita o vagar da roda rescendente.
O coração sabe que ama e vive, o desejo conhece
a cintura da terra entre as águas abertas.
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