Escritas

Terraço de Alegria

António Ramos Rosa Ano: 5778
Há um terraço de alegria onde desperta
o corpo do sono e onde se amplia
a substância do vento e a nua perfeição
de estar a uma mesa aberta ao horizonte
e em volta unânime a vegetal frescura.

Tudo apresenta campo ao corpo ardente
que em seus meandros busca o coração
do jogo cintilante e vivo. Uma estria
vinca-se ao ritmo da distância lúcida
que no centro se abre em transparência azul.

Inebriada a inteligência singra a superfície
em que se esquece e esquecendo-se respira
as pausas da residência imóvel da alegria
que habita como se fosse a história viva
que está suspensa e no entanto principia.
963 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment