Onde Li Eu Os Amplos Caminhos

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1986 Volante verde
Onde li eu os amplos caminhos, os carros
de madeira perfumada, os bois obscuros,
os brancos cavalos? Onde li os jardins
das mulheres e dos pássaros nocturnos, dos sussurros
marinhos? Como se alguém tocasse suavemente as nuvens.

Como se alguém unisse num abraço ligeiro
o esquecimento e as formas, o negro interno
e a brancura exterior. Um planeta vibrava.
Não sei que dia foi, não sei que nome tinha,
era um jardim, ou talvez uma casa, o mar, um monte.

Tu preenchias o círculo completo, totalidade limpa.
Acordavas sorrindo em segurança clara.
Quantas arcadas brancas na tua dança viva!
Que maravilha despertar ou adormecer contigo!
Que intensa luz de sombra, que rotação imensa!
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