Uma Ternura Nova
António Ramos Rosa
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Ano: 5778
Nenhuma pulsação. A poeira sobe lentamente
até ao pulso. Não posso produzir a luz de um corpo.
Ninguém me oferece imagens neste barco sombrio.
Imagens? Variações constantes, imprevisíveis curvas.
Um desvio ou uma interrupção pode gerar um mundo.
Nenhuma voz no vento. Que linhas de delícia
pode o barco seguir? Como se erguessem arcadas
com o aéreo sangue. A beleza consumada.
E a figura mais fresca oscila na colina.
Pedras e folhas, rumores, fogos acesos, poros que respiram.
Que essência mais terrestre que a desta mão escura?
Ela é o nome que eu tive antes de ser e a casa.
Ninguém me acolhe, ninguém me vê, mas eu acolho
a ternura nova que encontrei no campo mais subtil
que é nada e nada e floresce no vazio azul.
até ao pulso. Não posso produzir a luz de um corpo.
Ninguém me oferece imagens neste barco sombrio.
Imagens? Variações constantes, imprevisíveis curvas.
Um desvio ou uma interrupção pode gerar um mundo.
Nenhuma voz no vento. Que linhas de delícia
pode o barco seguir? Como se erguessem arcadas
com o aéreo sangue. A beleza consumada.
E a figura mais fresca oscila na colina.
Pedras e folhas, rumores, fogos acesos, poros que respiram.
Que essência mais terrestre que a desta mão escura?
Ela é o nome que eu tive antes de ser e a casa.
Ninguém me acolhe, ninguém me vê, mas eu acolho
a ternura nova que encontrei no campo mais subtil
que é nada e nada e floresce no vazio azul.
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