O Desejo do Início E do Silêncio
António Ramos Rosa
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Ano: 5774
O desejo do início e do silêncio
para que o instante seja a fábula do instante
O silêncio para dizer as palavras anteriores
É o centro talvez a suspensão a perda
o fundo: a ausência de cor
fundo incessante que procuro defender
do assédio do sentido contra
as presenças acidentais e a agitação da superfície
Sigo-lhe a curva oculta até à interdição:
como transpor a parede circular
das coisas?
Lá fora a forma opaca
e provisória do ar as mesmas marcas
coloridas a distraída escrita
do acontecimento As pessoas passam
inscritas na janela com as casas e as árvores
e a árvore negra na curva, o céu oblíquo
Um olhar geral penetra-me e na ausência
de uma perspectiva já não sou
uma visão do mundo mas a subterrânea
corrente das intensidades do desejo
Aqui reina a imagem de um olho global
e é aqui que invento a metáfora da Figura
para que o instante seja a fábula do instante
O silêncio para dizer as palavras anteriores
É o centro talvez a suspensão a perda
o fundo: a ausência de cor
fundo incessante que procuro defender
do assédio do sentido contra
as presenças acidentais e a agitação da superfície
Sigo-lhe a curva oculta até à interdição:
como transpor a parede circular
das coisas?
Lá fora a forma opaca
e provisória do ar as mesmas marcas
coloridas a distraída escrita
do acontecimento As pessoas passam
inscritas na janela com as casas e as árvores
e a árvore negra na curva, o céu oblíquo
Um olhar geral penetra-me e na ausência
de uma perspectiva já não sou
uma visão do mundo mas a subterrânea
corrente das intensidades do desejo
Aqui reina a imagem de um olho global
e é aqui que invento a metáfora da Figura
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