Violenta Vaga E o Esquecimento Subsequente
António Ramos Rosa
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Ano: 5774
Violenta vaga e o esquecimento subsequente
Violência que é preciso discernir
de cada vez que a Figura se mostra
(Ela não é mais que um tecido vermelho
impelido pelo vento)
É pela violência repetida que se pode conquistar
as marcas legíveis da sua presença aqui
A corrente repele-a Mas que dizer
da luz
que a fere dos cabelos flutuantes
Ela deixa-se arrastar responde apenas
por movimentos de superfície
aos reflexos que se afastam dela
Ela repele as semelhanças Tudo
se torna esplendor ou linhas negras
Vidraças brilhantes palavras
de metal e aquele olhar (temor?
consentimento?) antes da calma
O corpo liquefeito consumido
Água diferente em que penetro
para chegar ao esquecido rectângulo
que lhe cobre o peito a boca os olhos
Violência que é preciso discernir
de cada vez que a Figura se mostra
(Ela não é mais que um tecido vermelho
impelido pelo vento)
É pela violência repetida que se pode conquistar
as marcas legíveis da sua presença aqui
A corrente repele-a Mas que dizer
da luz
que a fere dos cabelos flutuantes
Ela deixa-se arrastar responde apenas
por movimentos de superfície
aos reflexos que se afastam dela
Ela repele as semelhanças Tudo
se torna esplendor ou linhas negras
Vidraças brilhantes palavras
de metal e aquele olhar (temor?
consentimento?) antes da calma
O corpo liquefeito consumido
Água diferente em que penetro
para chegar ao esquecido rectângulo
que lhe cobre o peito a boca os olhos
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