Escritas

Mediadora do Silêncio

António Ramos Rosa Ano: 5775
Onde o incandescente
centro das flores?
Entre margens de água
onde a alma se encurva?

Voz próxima do chão
onde estremecem palavras
na indivisa espera
de um vinho negro.

Respiram minuciosas
entre detritos verdes
e lâmpadas quebradas.
Não dizem a palavra.

Calar, calar talvez.
Querer dizer é demais.
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