Escritas

Mediadora da Casa

António Ramos Rosa Ano: 5775
Tão próxima da casa,
discreta maravilha
que vive num murmúrio
em sua vida mínima.

Feliz de ser concreta
num ambiente secreto.
Todo o rumor um concerto
numa penumbra serena.

Intacto o silêncio sempre
é um repouso redondo.
Tudo se oculta e se abre
entre a vigília e o sonho.

Sem forma, refulge num sono
inicial, movem-se minúcias,
sombras de brisa, recolhe
a suavidade do mundo.
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