Escritas

Mediadora do Dia

António Ramos Rosa Ano: 5775
Sai do ventre da sombra,
de sonâmbulas nuvens.
A alma está no ar,
nas luminosas grutas,

nas brancas estridências.
Seus frutos de alegria,
suas alvas corolas
sobre a mesa do sol.

No acaso do ar vago
os nascimentos minúsculos,
efervescências, miríades,
as grandes áreas serenas.

Tudo é excesso e delícia,
evidências e acordes
num harmonioso tumulto.
Altos terraços da luz.

Frescor unânime, triunfo
de um confiante naufrágio
entre colinas e praias
em avidez fulgurante.

Figuras e figuras
nascem no imponderável.
Volúveis, frágeis
em galerias cálidas.

Ilhas, quantas ilhas
de felicidade viva,
tão verdes e claras,
selvagens, delicadas.

O corpo, só o corpo
é alma imediata.
Que maravilha total
na volúpia do ar!
921 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment