Escritas

Mediadora do Não Lugar

António Ramos Rosa Ano: 5775
Múltiplas vozes anulam-se
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas

invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.

De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.

Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.

A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
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